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Homo Naledi: Novo hominídeo é descoberto
12/09/2015, 5:40 AM
Filed under: Sem categoria

Novo hominídeo é descoberto e pode mudar nossa compreensão da evolução da espécie

Ilustração Artística do Homo Naledi (National Geographic)

Ilustração Artística do Homo Naledi (National Geographic)

No fundo de um sistema de cavernas da África do Sul, uma equipe de cientistas descobriu 15 esqueletos parciais de uma espécie hominídea completamente nova.

Ela pode ser a mais primitiva do nosso gênero já encontrada, visto que estima-se que os restos possam ter até 3 milhões de anos.

A surpresa

Uma equipe internacional de mais de 60 cientistas liderados por Lee R. Berger, paleoantropólogo americano que é professor de Evolução Humana na Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, escavou o local da descoberta.

O nome da espécie, Homo naledi, refere-se ao sistema de cavernas onde os ossos foram achados, chamado de Rising Star. “Naledi” significa “estrela” no idioma local Sesotho.

Os pesquisadores ainda não podem dizer com certeza a idade dos ossos, algo que é difícil de medir por causa dos sedimentos confusos e da ausência de fauna na região.

Sua anatomia primitiva, como o cérebro do tamanho de uma laranja, indica que a espécie evoluiu próxima à ou na raiz do gênero Homo, o que significa que deve ter de 2,5 milhões a 2,8 milhões de anos. Geólogos sugerem que a caverna tenha mais de três milhões de anos.

Mais completo, impossível

Dois espeleólogos, Rick Hunter e Steven Tucker, descobriram os fósseis em 2013, cerca de 50 quilômetros a noroeste de Johanesburgo. Eles foram recuperados em duas missões em 2013 e 2014 pela equipe internacional.

Os pesquisadores encontraram mais de 1.500 ossos e fragmentos de ossos e 140 dentes em uma única viagem. Esse número é praticamente inédito em sítios de restos Homo.

Eles representam pelo menos 15 indivíduos diferentes, incluindo crianças, jovens, adultos e idosos de ambos os sexos. Essa será provavelmente a espécie hominídea mais bem estudada de todas até agora.

“Nós vamos saber quando seus filhos foram desmamados, quando nasceram, como se desenvolveram, a velocidade com que se desenvolveram, a diferença entre homens e mulheres em todas as fases de desenvolvimento, desde a infância até a adolescência, e a forma como envelheceram e morreram”, afirma Berger.

Fósseis do Homo Naledi

Fósseis do Homo Naledi

Anatomia

Os cientistas acreditam que as características observadas no crânio, as mãos e os dentes dos esqueletos os tornam parte do gênero Homo.

Os restos mortais que foram estudados até agora indicam que o Homo naledi era uma criatura de aparência incomum. Sua pelve e seu ombro são, aparentemente, uma reminiscência de macacos que viviam 4 milhões de anos atrás, enquanto os pés se assemelham a Homo sapiens de apenas 200 mil anos atrás.

Enquanto isso, o crânio é muito menor que o de humanos modernos, com um cérebro inferior a metade do tamanho do nosso: com 500 centímetros cúbicos, é quase tão grande como uma laranja média, em comparação aos cerca de 1.200 a 1.600 centímetros cúbicos dos cérebros humanos atuais.

Em média, o Homo naledi tinha 1,5 metro de altura e pesava cerca de 45 kg.

Combinações estranhas

A surpreendente mistura de traços de hominídeos primitivos e modernos é intrigante, e nunca tinha sido vista antes. Talvez essa espécie seja uma “ponte” na evolução humana.

Por exemplo, enquanto suas mãos sugerem capacidades de uso de ferramentas, pesquisadores acreditavam que tais capacidades tinham sido acompanhadas de um impulso no tamanho do cérebro, o que não é o caso do Homo naledi, que tinha um crânio pequeno.

Além disso, seus pés são praticamente indistinguíveis dos humanos modernos. Isto, juntamente com suas longas pernas, sugerem que a espécie era adaptada para uma vida na terra. Só que seus dedos eram extremamente curvados, mais do que qualquer outra espécie de hominídeo primitiva, o que aponta para uma vida adequada para subir em árvores.

“O que estamos vendo são mais e mais espécies que sugerem que a natureza estava experimentando com a forma de evoluir os seres humanos, dando assim origem a vários tipos diferentes de criaturas humanoides em paralelo em diferentes partes da África. Apenas uma linha eventualmente sobreviveu, para dar origem a nós”, Berger disse à BBC News.2

Enterro

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O grande número de ossos encontrados em um só local sugere que os corpos podem ter sido deliberadamente deixados no sistema de cavernas, o que por sua vez sugere que os humanos primitivos podem ter enterrado seus mortos.

“Homo naledi é um membro primitivo de nosso gênero, talvez o mais primitivo que já vimos, mas tinha a capacidade mental e comportamental de eliminar restos de uma forma ritual”, disse Berger.

A parte isolada do sistema onde os restos foram achados nunca foi aberta diretamente para a superfície. Dos milhares de ossos recuperados, apenas cerca de uma dúzia não eram hominídeos, mas sim restos de pequenos animais como pássaros e ratos.

Não há nenhuma evidência de que água ou lama tenham levado estes ossos para o local, nem existem marcas de mordida sugerindo que predadores ou carniceiros carregaram os restos mortais para a caverna.

Enquanto tudo isso sugere que os corpos foram colocados ali intencionalmente, esta é a primeira vez que tal comportamento com os mortos tem sido visto com uma espécie tão primitiva na árvore familiar humana. Isso sugere que essa é uma descoberta extraordinária, um divisor de águas, que pode mudar nossa compreensão da evolução humana.

Dúvidas

A descoberta é claramente importante, embora alguns pesquisadores estejam compreensivelmente cautelosos sobre o que ela pode nos dizer. Jeffrey Schwartz, da Universidade de Pittsburgh, nos EUA, por exemplo, disse ao jornal New Scientistque “os espécimes agrupados como Homo naledi representam duas formas cranianas”.

E, enquanto poucos estão em dúvida sobre a espécie ser a mais nova adição ao gênero Homo, essa é uma preocupação de Ian Tattersall, paleoantropólogo do Museu Americano de História Natural, que não participou da pesquisa.

“Eu sou um grande defensor da noção de que o gênero Homo é muito inclusivo”, disse. “Eu não gosto de colocar coisas novas em caixas velhas. Eu não acho que temos o vocabulário necessário para descrever a diversidade que estamos vendo nos primeiros hominídeos”.

Hominídeos incluem a linhagem humana e seus parentes, depois da separação da linhagem dos chimpanzés.

Hype Science

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel Froes Zordan

A fé da paleontologia evolucionista...

Será mais um macaco que estão querendo “humanizar” ou um humano que estão querendo “macaquizar”?

Não é de hoje que os evolucionistas reviram terras, e mais terras, em busca de um único “elo perdido”. Muitos dos fósseis que foram tidos como hominídeos eram apenas macacos, quando não humanos.

Mas e essa descoberta, o que significa? Bem, a princípio temos alguns problemas com os dados coletados:

– Não tem dada exata para os fósseis (o que dificulta colocá-los em ordem cronológica);

– Não se sabe exatamente como os fósseis foram parar na caverna;

– A ilustração artística é apenas uma imaginação do artista (Impossível de descrever textura de pele, pelos, olhos, etc… do fóssil apenas analisando os ossos).

Chris Stringer, do Museu de Londres, explica que “alguns aspectos do Homo naledi, como as mãos, os pulsos e os pés, são muito próximos dos do ser humano moderno. Ao mesmo tempo, o pequeno cérebro e a forma da parte superior do corpo estão mais próximos de um grupo pré-humano denominado australopiteco.” [“Some of Homo naledi’s features, such as its hands, wrist and feet, are very similar to those of modern humans. On the other hand, the species’ small brain and the shape of its upper body are more similar to a prehuman group called australopithecines.”]

No dia 2 de Setembro de 2015, a Folha de São Paulo publicou uma matéria, de autoria jornalista Reinaldo José Lopes, com o título Afobação faz cientistas classificarem fósseis de símios como hominídeos”. Em entrevista Tattersall disse que “Os paleontólogos têm simplesmente enfiado fósseis mais e mais antigos no gênero sem se preocupar muito com a questão morfológica. Em vez de fazer as coisas com cuidado, os trabalhos seguem o desejo de descobrir o ‘Homo mais antigo’, o que não dá muito certo.”

Outro cientista, Esteban Sarmiento, da Fundação Evolução Humana, dos EUA, diz que tal tendência tem levado cientistas mais afoitos a enxergar hominídeos em toda parte – certos fósseis na verdade seriam de macacos primitivos.

“Existe um desejo subliminar de enxergar certos fósseis como hominídeos”, pondera Tattersall. “Nós, por exemplo, descobrimos que muitos dentes do Extremo Oriente atribuídos ao Homo erectus poderiam ser interpretados de forma mais razoável como pertencentes a primos dos orangotangos. O status de hominídeo de algumas formas africanas muito antigas chegou a ser contestado.”

Homo Naledi, portanto, pode não ser o que alguns esperam que seja. Vamos aguardar para ver o que acontece com o Homo Naledi após analises mais minuciosas por parte de outros cientistas. Eu acho que sei a resposta!

Referências:

  1. Paul HGM Dirks, Lee R Berger, Eric M Roberts, Jan D Kramers, John Hawks, Patrick S Randolph-Quinney, Marina Elliott, Charles M Musiba, Steven E Churchill, Darryl J de Ruiter, Peter Schmid, Lucinda R Backwell, Georgy A Belyanin, Pedro Boshoff, K Lindsay Hunter, Elen M Feuerriegel, Alia Gurtov, James du G Harrison, Rick Hunter, Ashley Kruger, Hannah Morris, Tebogo V Makhubela, Becca Peixotto, Steven Tucker “Geological and taphonomic context for the new hominin speciesHomo naledifrom the Dinaledi Chamber, South Africa”. (eLife, 2015; 4 DOI: 10.7554/eLife.09561)

Abstract

We describe the physical context of the Dinaledi Chamber within the Rising Star cave, South Africa, which contains the fossils ofHomo naledi. Approximately 1550 specimens of hominin remains have been recovered from at least 15 individuals, representing a small portion of the total fossil content. Macro-vertebrate fossils are exclusivelyH. naledi, and occur within clay-rich sediments derived from in situ weathering, and exogenous clay and silt, which entered the chamber through fractures that prevented passage of coarser-grained material. The chamber was always in the dark zone, and not accessible to non-hominins. Bone taphonomy indicates that hominin individuals reached the chamber complete, with disarticulation occurring during/after deposition. Hominins accumulated over time as older laminated mudstone units and sediment along the cave floor were eroded. Preliminary evidence is consistent with deliberate body disposal in a single location, by a hominin species other than Homo sapiens, at an as-yet unknown date.

2. “New human-like species discovered in S Africa” (BBC News, 10 September 2015)

3. “New species of extinct human found in cave may rewrite history” (New Scientist, 10 September 2015)


3 Comentários so far
Deixe um comentário

O ser humano tentando a todo custo derrubar Deus.

Comentário por Luiz Carlos Gomes

O mais hilário e desconcertante dessa estória, é a descomunal e formidável fé dos crentes darwinistas em acreditarem e insistirem que animais quadrúpedes irracionais, viraram GENTE! com um singular, poderoso e sofisticado cérebro incluindo atributos de cognição, moral, razão, consciência, ética, justiça, metafísica, espiritualidade, emoções e sentimentos complexos! (haja fé!).

Comentário por Cícero

É impressionante como esses criacionistas são hipócritas tsc tsc. “Amigo”, da próxima vez que ficar doente, nada de tomar remédios desenvolvidos pelos “malvados” cientistas.

Comentário por Pedro Mariano




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