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Fóssil de ave de 115 milhões de anos é descoberto no Brasil
06/06/2015, 5:52 AM
Filed under: Sem categoria

Pesquisadores descobrem no Ceará fóssil de ave mais antiga do Brasil. A ave era conhecida por fósseis encontrados na China e na Espanha, sendo um registro inédito na América do Sul. Fóssil estará em exposição no museu de Santana do Cariri

Representação artística mostra como seria a ave fossilizada encontrada no Brasil

Representação artística mostra como seria a ave fossilizada encontrada no Brasil (Foto: Deverson Pepi//Nature Communications)

Uma espécie de ave colorida e adaptada ao clima árido, que viveu há 115 milhões de anos, no Período Mesozoico, teve sua imagem divulgada [este mês] na revista científica Nature Comunications. A reconstituição só foi possível após seis meses de pesquisa, com a descoberta do fóssil da ave mais antiga do Brasil, na Chapada do Araraipe, no interior doCeará.

Ainda sem nome, o pássaro foi encontrado pelos pesquisadores do Geopark Araripe e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em pesquisa coordenada pelo paleontologista Ismar de Souza Carvalho, do Instituto Geociências. “A lama, depois transformada em pedra de calcário, protegeu os fósseis. Desta forma, conhecemos desde o início a forma dos ossos e a estrutura das penas”, explicou Carvalho.

Fóssil de pássaro de 115 milhões milhões de anos foi encontrada na região que hoje equivale ao Nordeste brasileiro (Foto: Ismar Carvalho/Nature Communications)

Fóssil de pássaro de 115 milhões milhões de anos foi encontrada na região que hoje equivale ao Nordeste brasileiro (Foto: Ismar Carvalho/Nature Communications)

O paleontologista, autor principal da pesquisa, confirmou que trata-se de uma reconstrução inédita, pois os fósseis de ave são sempre de ossos ocos e achatados pelo empilhamento de rochas. A espécie, conforme o pesquisador Ypsilon Félix, é da Enantiornithes. “Está em qualidade excelente, principalmente porque as aves da era mesozoica são conhecidas por fósseis mal preservados, sem detalhes das penas e anatomia”, destacou Félix.

A ave era conhecida por fósseis encontrados na China e na Espanha, sendo um registro inédito na América do Sul. “Na época, a América estava unida à África e à Oceania, no supercontinente chamado Gondwana”, disse Carvalho.

O fóssil estará em exposição no Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, nos próximos meses. “Trata-se de uma joia da paleontologia brasileira, podemos ver que a cauda tinha duas penas longa”, frisou Ismar.

(Imagem: Globo G1)

Comportamento

O estudo aponta que a ave desapareceu há cerca de 66 milhões de anos, na época da extinção dos dinossauros. A cauda poderia ter função sexual, pois era maior que o corpo, sem ligação com o equilíbrio ou voo.

“Em aves que ostentam uma cauda colorida e chamativa, como o pavão, sua principal função é a identificação de outros animais”, indicou Carvalho. A Chapada do Araripe é uma formação do relevo e sítio arqueológico localizado na divisa dos estados do Ceará, Piauí e Pernambuco.

O Povo OnLine

Referência:

1. Ismar de Souza CarvalhoFernando E. NovasFederico L. AgnolínMarcelo P. IsasiFrancisco I. Freitas & José A. Andrade A Mesozoic bird from Gondwana preserving feathers” (Nature Communications, 6, 7141, 02 June 2015, doi:10.1038/ncomms8141)

ABSTRACT

The fossil record of birds in the Mesozoic of Gondwana is mostly based on isolated and often poorly preserved specimens, none of which has preserved details on feather anatomy. We provide the description of a fossil bird represented by a skeleton with feathers from the Early Cretaceous of Gondwana (NE Brazil). The specimen sheds light on the homology and 3D structure of the rachis-dominated feathers, previously known from two-dimensional slabs. The rectrices exhibit a row of rounded spots, probably corresponding to some original colour pattern. The specimen supports the identification of the feather scapus as the rachis, which is notably robust and elliptical in cross-section. In spite of its juvenile nature, the tail plumage resembles the feathering of adult individuals of modern birds. Documentation of rachis-dominated tail in South American enantiornithines broadens the paleobiogeographic distribution of basal birds with this tail feather morphotype, up to now only reported from China.


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