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Novos ancestrais humanos são descobertos
30/05/2015, 4:08 PM
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Fóssil da mandíbula superior e inferior do Australopithecus deyiremeda (Imagem: Nature)

Fóssil da mandíbula superior e inferior do Australopithecus deyiremeda (Imagem: Nature)

Lucy, uma das primeiras ancestrais humanas já encontradas, ganhou um parente. Uma equipe internacional de cientistas, liderada pelo Dr. Yohannes Haile-Selassie, do Museu de História Natural de Cleveland (EUA), descobriu uma nova espécie de ancestrais humanos datada entre 3,3 e 3,5 milhões de anos atrás.

Fósseis de uma mandíbula superior e inferior recuperados da área de Woranso-Mille, na região de Afar, na Etiópia, foram atribuídos à nova espécie de Australopithecus deyiremeda. Este hominídeo viveu ao lado da famosa espécie de Lucy, o Australopithecus afarensis.

A espécie de Lucy viveu entre de 2,9 e 3,8 milhões de anos atrás, sobrepondo-se no tempo com a nova espécie. O Australopithecus deyiremeda é a evidência mais conclusiva da presença simultânea de mais de uma espécie ancestral de primeiros humanos estreitamente relacionados antes de 3 milhões de anos atrás. O nome “deyiremeda” (dia-ihreme-dah) significa “parente próximo” na língua falada pelo povo Afar.

Diferenças

O Australopithecus deyiremeda difere da espécie de Lucy em termos de forma e tamanho de seus dentes grossos e esmaltados e na arquitetura robusta de suas mandíbulas inferiores. Os dentes anteriores também são relativamente pequenos, indicando que eles provavelmente tinham uma dieta diferente.

“A nova espécie é mais uma confirmação de que a espécie de Lucy, o Australopithecus afarensis, não é a única potencial espécie ancestral humana que vagava no que é hoje a região de Afar, na Etiópia, durante a era do Plioceno médio”, explica o principal autor e líder do projeto Woranso-Mille, Yohannes Haile-Selassie, curador de antropologia física no Museu de História Natural de Cleveland. “A evidência fóssil atual da área de estudo de Woranso-Mille mostra claramente que houve pelo menos duas, se não três, espécies humanas vivendo ao mesmo tempo e com proximidade geográfica”, afirma.

“A idade dos novos fósseis é muito bem limitada pela geologia regional, pela datação radiométrica e pelos novos dados paleomagnéticos”, diz a coautora Beverly Saylor, da Case Western Reserve University, também em Cleveland.

Debate aberto

“Esta nova espécie leva o debate em curso sobre a diversidade dos primeiros hominídeos a um outro nível”, aponta Haile-Selassie. Alguns de nossos colegas serão céticos a respeito desta nova espécie, o que não é incomum. No entanto, penso que é tempo de olharmos para as fases anteriores da nossa evolução com uma mente aberta e examinar cuidadosamente as evidências fósseis atualmente disponíveis, em vez de imediatamente desconsiderar os fósseis que não se encaixam nas nossas hipóteses de longa data”, alerta o pesquisador.

Cientistas há muito argumentavam que havia apenas uma espécie de pré-humanos, em determinado momento entre 3 e 4 milhões de anos atrás, que posteriormente deram origem a outra espécie nova através do tempo. Isso foi o que o registro fóssil pareceu indicar até o final do século 20. No entanto, as descobertas do Australopithecus bahrelghazali, no Chade, e do Kenyanthropus platyops, no Quênia, ambos do mesmo período de tempo da espécie de Lucy, desafiaram essa ideia. Embora um número de investigadores tenha se mantido cético sobre a validade dessas espécies, a descoberta em 2012 de um pé que não pertencia à espécie de Lucy na mesma região, também feita por Haile-Selassie, cancelou certas dúvidas sobre a probabilidade de múltiplas espécies de hominídeos entre 3 a 4 milhões de anos atrás.

Apesar do pé não pertencer a um membro da espécie de Lucy, os pesquisadores não o atribuíram à nova espécie, devido à falta de associação clara, apesar da semelhança na idade geológica e proximidade geográfica. Independentemente disso, a nova espécie, Australopithecus deyiremeda, indiscutivelmente confirma que várias espécies, de fato, coexistiram durante esse período de tempo.

Esta descoberta tem implicações importantes para a nossa compreensão dos primeiros hominídeos. Ela também levanta questões importantes, tais como se os múltiplos hominídeos que viveram ao mesmo tempo e na mesma área geográfica podem ter partilhado o ambiente e os recursos disponíveis.

Hype Science

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel Froes Zordan

As características morfológicas de todos os fósseis de hominídeos encontrados até o momento indicam que eles eram meros macacos extintos. As similaridades entre eles demonstram apenas variações dentro de um ou mais tipos de macacos extintos.

Além do mais, a única coisa que temos são apenas fragmentos. Não há se quer um único exemplar completo – apenas partes de crânio, mandíbulas, dentes… etc.

Tendo visto que alguns cientistas estão céticos a respeito desta nova espécie descoberta, acredito que em pouco tempo o Australopithecus deyiremeda também cairá por terra. 

Não é por menos que Tim White, especialista em evolução humana da Universidade de Berkeley, Califórnia, não ficou nada impressionado com a descoberta. Para ele a mandíbula do Australopithecus deyiremeda são da mesma espécie de Lucy (Australopithecus afarensis)

“Variações anatômicas são normais dentro de uma espécie biológica”, disse Tim White. “Por isso é que tantos anúncios desse gênero são logo desmentidos”, censurou.

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Referência:

1. Yohannes Haile-SelassieLuis GibertStephanie M. MelilloTimothy M. RyanMulugeta AleneAlan DeinoNaomi E. LevinGary Scott & Beverly Z. Saylor New species from Ethiopia further expands Middle Pliocene hominin diversity” (Nature, 521, 483–488, 28 May 2015, doi:10.1038/nature14448)

ABSTRACT

Middle Pliocene hominin species diversity has been a subject of debate over the past two decades, particularly after the naming of Australopithecus bahrelghazali and Kenyanthropus platyops in addition to the well-known species Australopithecus afarensis. Further analyses continue to support the proposal that several hominin species co-existed during this time period. Here we recognize a new hominin species (Australopithecus deyiremeda sp. nov.) from 3.3–3.5-million-year-old deposits in the Woranso–Mille study area, central Afar, Ethiopia. The new species from Woranso–Mille shows that there were at least two contemporaneous hominin species living in the Afar region of Ethiopia between 3.3 and 3.5 million years ago, and further confirms early hominin taxonomic diversity in eastern Africa during the Middle Pliocene epoch. The morphology of Au. deyiremeda also reinforces concerns related to dentognathic (that is, jaws and teeth) homoplasy in Plio–Pleistocene hominins, and shows that some dentognathic features traditionally associated with Paranthropus and Homo appeared in the fossil record earlier than previously thought.


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