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A teoria do Big Bang pode ser extinta
04/04/2015, 5:21 AM
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A teoria do Big Bang pode ser extinta

Ilustração artística de um Quasar

A teoria do Big Bang, de que o Universo começou a partir de um ponto extremamente denso e que, ao explodir, criou o cosmos em expansão que conhecemos está prestes a, com o perdão do trocadilho, entrar em colapso.

Criada em 1931, a teoria afirma que essa explosão se deu a 13.7 bilhões de anos atrás. O problema é que estamos descobrindo que esse tempo é insuficiente para explicar a formação atual do Universo.

Um exemplo? Pesquisadores descobriram o SDSS J0100+2802, um quasar que contém um buraco negro com uma massa de 12 bilhões de sóis e que seria 900 milhões de anos mais jovem do que o Big Bang. O problema é que buracos negros demoram bastante até acumular massa – e 900 milhões de anos não seria tempo suficiente para que este se formasse. Será que ele é mais antigo do que o período estimado do Big Bang?

Astrônomos já descobriram mais de 200 mil quasars – e esperam que, entre eles, existam mais ocorrências como o SDSS J0100+2802.

Outro exemplo é a poeira feita de elementos pesados em uma galáxia que seria apenas 700 milhões de anos mais nova que o Big Bang. Esses elementos se formam quando uma estrela se aproxima do final de sua vida, processo que demora bilhões de anos. Mais um caso de elementos mais velhos do que o início do Universo?

Então como explicar o início de… tudo? De acordo com este artigo (escrito por Rick Rosner) a teoria que substituirá o Big Bang irá tratar o Universo como um processador de informação. O Universo é feito de informação e usa esses dados para se definir. Tanto a mecânica quântica como a relatividade pertencem às interações da informação e a teoria que uní-las será baseada nisso.

“O Big Bang não descreve um Universo capaz de processar informações. Processadores não explodem após um cálculo. Você não joga seu smartphone fora depois de mandar uma única mensagem. O Universo verdadeiro se recicla através de pequenas explosões, iluminando galáxias velhas que funcionam como memória quando necessário”, afirma.

Confira o artigo completo aqui.

UPDATE: Tendo em vista os comentários pertinentes de leitores, devemos acrescentar algumas informações ao texto acima. A primeira é que, apesar dos cálculos indicados pelo texto estarem corretos e trazerem dúvidas sobre o Big Bang, eles não provam que o modelo está ultrapassado – há mais explicações possíveis para isso, como uma possível falta de compreensão sobre a formação de buracos negros. Sendo assim, o Big Bang continua sendo o modelo mais aceito pela comunidade científica, apesar de enfrentar resistência.

Também devemos acrescentar que o autor do artigo original, no qual essa nota se baseia, não é um especialista na área – Rick Rosner é um roteirista. Mesmo assim, suas observações e cálculos condizem com estudos publicados tanto sobre o quasar quanto sobre metais pesados em galáxias antigas. Claro, suas observações são passíveis de questionamentos.

Revista Galileu

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COMENTÁRIO NOSSO:

Por Daniel Froes Zordan

Antes de mais nada, é importante lembrar que a expressão “Big-Bang” foi criada por Edgar Allan Poe (1809-1849). Em seu livro “Eureka” (publicado em 1848) Edgar A. Poe sugeriu que o universo tinha sido criado “do nada” por Deus, através de uma imensa explosão de uma partícula primordial. Nascia então a mais famosa das teorias da origem do universo, o Big-Bang.

Outro ponto importante a notar é que, o Big-Bang, em certa parte, está em conformidade com as escrituras. Ou seja, o universo teve um início. No passado, todas as religiões diziam que “os deuses foram criados pelo universo”, dando ênfase de que o “universo era eterno”. Somente as escrituras hebraicas descrevia ao contrário, “Deus criou o universo” e que “somente Deus é Eterno”. Portanto, a teoria do Big-Bang veio apenas para corroborar com o que as escrituras já diziam “No princípio criou Deus, os céus e a terra” (Genesis 1:1).

Vamos ao que interessa.

13,7 bilhões de anos é insuficiente para explicar a formação atual do universo? Sim, é insuficiente (Veremos mais abaixo). De acordo com os dados (dos naturalistas), a 13,7 bilhões de anos atrás, toda a matéria existente no universo estava concentrada em um ponto ínfimo, chamado singularidade. Lá, as leis da física que conhecemos hoje não se aplicavam. Mas de repente algo aconteceu… “!!!BANG!!!”, a singularidade explodiu. Desde então, o universo começou a se expandir e evoluir dando origem as estrelas, galáxias, planetas, luas, sóis… e a vida. Enfim, tudo que presenciamos no universo, no nosso planeta e todos os elementos químicos que compõe a tabela periódica, teve origem a partir do Big-Bang. Entretanto, Peter Coles em um artigo publicado em 1998  (“The End of the Old Model Universe”, Nature, 393, 741-744, 25 june 1998, DOI: 10.1038/31604) afirmava que, dados os 13,7 bilhões de anos que a teoria do Big-Bang propõe, deveria existir muito mais matéria no universo. Dois anos depois, em 2000, P. de Bernardis publicou um outro artigo (“A Flat Universe from High-resolution Maps of the Cosmic Microwave Background Radiation”, Nature, 404, 955-959, 27 April 2000, DOI: 10.1038/35010035) afirmando que pequenas flutuações encontradas na radiação de fundo jamais teriam dado origem as galáxias que observamos hoje no universo. Ou seja, nenhuma dessas galáxias jamais deveriam ter se formado, de acordo com a cosmologia do Big-Bang.

Se o universo é feito de informação e usa esses dados para se definir, qual a origem dessa informação? O físico Stephen Hawking disse “Porque existe uma lei como a gravidade, o Universo pode e deve criar-se a partir do nada.” Mas tem um problema, “do nada, nada se cria”. Qual a origem da lei da gravidade e da relatividade? Ou melhor, se tudo no universo é regido por leis, e se a natureza apenas obedece as leis, qual é a origem das leis? Existe uma informação por detrás de tudo isso que a ciência não consegue descrever de onde vem, mas sabe que existe. O mesmo acontece na vida. Sabemos que existe uma ‘informação’ contida no DNA; Sabemos qual a sua função, mas não sabemos a sua origem. Informação não é palpável. Por exemplo, os telefones, internet, rádios, satélites… não são informação, eles apenas guardam e transmitem a informação. Um CD do Windows 7 não é informação, ele apenas guarda a informação. Informação são códigos que estão muito bem sequenciados, em uma ordem correta – caso contrário, o Windows 7 não irá funcionar. Isso é o que presenciamos no universo e na vida.

Se a formação de um quasar e de uma galáxia não teriam tido tempo suficiente para que estes se formassem ao longo de milhões/bilhões de anos, o que poderíamos dizer então do tempo para a formação da vida? Poderíamos dizer que é IMPOSSÍVEL. O cérebro humano, por exemplo, é muito mais complexo do que qualquer outra coisa no universo. Será que em milhões, bilhões de anos o acaso (geração espontâneo) teria produzido mecanismos o suficiente para que o ser humano chegasse nesta complexidade? Estatísticas mostram que a probabilidade de que geração espontânea seja a responsável pelo surgimento da complexidade da vida é praticamente “zero”.

Os cientistas Carl Sagan, Muchin e Crick fizeram cálculos da probabilidade do ser humano ter surgido espontaneamente, e o resultado foi de 1 em  10 2.000.000.000 (ou seja, o número 1 com mais 2 bilhões de zeros seguidos). Se fossemos escrever esse número por extenso seria preciso o equivalente a 20.000 livros de 100 páginas.   Será possível que essa única chance ocorreu? Não. De acordo com Jacque Vallée e Joseph A. Hynek, as possibilidades em 1015 (ou seja, o número 1 com mais 15 zeros seguidos) simplesmente não ocorrem.

Conclusão: A probabilidade e possibilidade de uma geração espontânea (O acaso) ter dado origem e evoluído (Naturalmente) o universo e vida, do ponto de vista estatístico, simplesmente não existe.

Se a vida e o universo não surgiu espontaneamente (naturalmente) é sinal de que foram criados. Não há outra possibilidade.

Referência:

1. “The Big Bang is going down” (BoingBoing, Mar 30, 2015)


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