Creation Science News


Como o maior conjunto de fósseis de mamíferos marinhos apareceu na beira de uma estrada?
29/03/2014, 5:21 PM
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Pesquisadores chilenos e americanos estabeceram uma teoria para explicar a existência de um misterioso cemitério de baleias pré-históricas ao lado da rodovia Pan-Americana, no deserto do Atacama, no norte do Chile.

Cientistas usaram várias técnicas digitais para registrar e analisar os fósseis

Cientistas usaram várias técnicas digitais para registrar e analisar os fósseis

[Entre colchetes comentários de Daniel F. Zordan] Os cientistas acreditam que os cetáceos ancestrais podem ter morrido ao consumir algas tóxicas, e que seus corpos foram parar no local que se encontram hoje – conhecido como Cerro Ballena (“Colina da Baleia”) – por causa da configuração geográfica da região.

Os animais estão no local há 5 milhões de anos, e este acúmulo de fósseis seria o resultado de não apenas um, mas de quatro grandes encalhes.

Os dados recolhidos sugerem que todas as baleias ingeriram as algas. Os mamíferos mortos e os que estavam morrendo foram então arrastados para um estuário e, em seguida, para a areia onde, com o passar do tempo, foram enterrados. [Porque não arrastadas e soterradas por um forte fluxo de água e lama? Um dilúvio global provocaria catástrofes em formato cadeia, tais como: Terremotos, maremotos, tsunamis, vulcanismo, tornados, furações, tufões, mudança climáticas etc. Tudo isso em um único evento seria o suficiente para responder varias perguntas. DFZ]

Os estudiosos usaram modelos digitais em 3D dos esqueletos no sítio arqueológico e, depois, retiraram os ossos do local para mais análises em laboratório.

Os Clique resultados da pesquisa foram divulgados pela publicação especializada Proceedings B of the Royal Society.

Criaturas bizarras

Já se sabia que os fósseis bem preservados de baleias são comuns nesta área do deserto chileno, e eles podiam ser vistos saindo das rochas. [Isso significa que os fósseis foram soterrados em uma escala curta de tempo com muita água e lama, não é mesmo? DFZ]

Mas apenas quando começaram as obras para o alargamento da rodovia Pan-Americana que os pesquisadores tiveram a chance de estudar mais detalhadamente o local onde estavam os fósseis.

Eles tinham apenas duas semanas para completar o trabalho de campo antes do início das obras na rodovia. Por isso, a equipe de cientistas apressou os trabalhos para registrar o máximo possível de detalhes do local e dos fósseis.

Na análise feita no local onde os fósseis estavam foram identificados os restos de mais de 40 baleias.

Esqueletos estão em ótimo estado de conservação

Esqueletos estão em ótimo estado de conservação

Os cientistas também encontraram, entre estes fósseis de baleia, outros, de predadores marinhos importantes e também de herbívoros.

“Encontramos criaturas extintas como a baleia-morsa – que desenvolveram uma face parecida com a de uma morsa. E também havia estas ‘preguiças aquáticas’ bizarras”, disse Nicholas Pyenson, um paleontologista do Museu Nacional Smithsonian de História Natural.

“Para mim é incrível que, em 240 metros (de uma obra de) abertura de estrada, conseguimos amostras de todas as estrelas do mundo dos fósseis de mamíferos marinhos na America do Sul, no final do período Mioceno. É uma acumulação incrivelmente densa de espécies”, afirmou o cientista à BBC.

Quatro eventos

A equipe de cientistas notou que quase todos os esqueletos estavam completos e as posições em que foram encontrados tinham pontos em comum. Muitos estavam voltados para a mesma direção e de cabeça para baixo, por exemplo.

Tudo isto aponta para a possibilidade de as criaturas terem morrido devido à mesma catástrofe repentina. Mas as pesquisas mostram que as mortes não ocorreram apenas em um evento, foram quatro episódios separados durante um período de milhares de anos. [A catástrofe é a mesma, mas os episódios ocorreram separados durante um período de milhares de anos? Não seria mais plausível acreditar que os “período de milhares de anos” possam ser má interpretação dos fatos? Se o método de datação utilizado foi o “tempo geológico” é possível que seja uma má interpretação. DFZ]

A melhor explicação que encontraram é que todos estes animais foram envenenados pelas toxinas que podem ser geradas pela proliferação de algas. [Isso faz sentido. Pois, algumas algas podem produzir toxinas altamente potentes  e podem também produzir metabólitos que causam gosto e odor, alterando as características organolépticas das águas. Esse tipo de toxina, não somente poderia fazer mal aos animais marinhos, mas também como para animais selvagens e domésticos, inclusive intoxicação humana, devido ao consumo de águas contendo algas tóxicas e/ou toxinas liberadas pelas florações. Mas, como diz a matéria, não há evidências de que isso tenha ocorrido. DFZ]

Essa proliferação é uma das causas prevalentes para grandes encalhes de mamíferos marinhos que vemos hoje.

“Todas as criaturas que encontramos, sejam baleias, focas ou peixes-agulha, estão no topo da cadeia alimentar marinha e aquilo deve ter deixado (estes animais) muito suscetíveis a proliferações de algas tóxicas”, disse Pyenson.

Os pesquisadores também acreditam que a configuração do que era a costa em Cerro Ballena na época da morte dos animais contribuiu para que os corpos das baleias fossem levados para a areia, provavelmente além do alcance de animais marinhos necrófagos, que teriam consumido os cadáveres.

Centenas de fósseis ainda precisam ser analisados em Cerro Ballena

Centenas de fósseis ainda precisam ser analisados em Cerro Ballena

Além disso, por esta ser uma região que agora é um deserto, poucos animais terrestres apareceram nos últimos séculos para roubar os ossos.

Sem a prova ‘definitiva’

No entanto, por enquanto, os pesquisadores não podem afirmar com certeza que algas tóxicas foram responsáveis pelos encalhes.

Não há fragmentos de algas nos sedimentos, algo que poderia ser visto como a prova “definitiva”. [Ou seja, apenas um teoria sem qualquer evidência concreta. DFZ]

Cerro Ballena é uma região considerada como um dos sítios de fósseis mais densos do mundo. Os cientistas calculam que podem existir centenas de espécies na área que ainda precisam ser descobertas e investigadas.

No momento, a Universidade do Chile, em Santiago, está trabalhando para construir uma estação de estudos na área.

BBC Brasil

Referências:

1. “Cientistas ‘desvendam’ mistério de cemitério de baleias em deserto” (BBC Brasil, 26 de fevereiro, 2014)

2. Nicholas D. Pyenson, Carolina S. Gutstein, James F. Parham, Jacobus P. Le Roux, Catalina Carreño Chavarría, Holly Little, Adam Metallo, Vincent Rossi, Ana M. Valenzuela-Toro, Jorge Velez-Juarbe, Cara M. Santelli, David Rubilar Rogers, Mario A. Cozzuol and Mario E. Suárez Repeated mass strandings of Miocene marine mammals from Atacama Region of Chile point to sudden death at sea” (Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 2014; 281 (1781): 20133316 DOI: 10.1098/rspb.2013.3316)

ABSTRACT:

Marine mammal mass strandings have occurred for millions of years, but their origins defy singular explanations. Beyond human causes, mass strandings have been attributed to herding behaviour, large-scale oceanographic fronts and harmful algal blooms (HABs). Because algal toxins cause organ failure in marine mammals, HABs are the most common mass stranding agent with broad geographical and widespread taxonomic impact. Toxin-mediated mortalities in marine food webs have the potential to occur over geological timescales, but direct evidence for their antiquity has been lacking. Here, we describe an unusually dense accumulation of fossil marine vertebrates from Cerro Ballena, a Late Miocene locality in Atacama Region of Chile, preserving over 40 skeletons of rorqual whales, sperm whales, seals, aquatic sloths, walrus-whales and predatory bony fish. Marine mammal skeletons are distributed in four discrete horizons at the site, representing a recurring accumulation mechanism. Taphonomic analysis points to strong spatial focusing with a rapid death mechanism at sea, before being buried on a barrier-protected supratidal flat. In modern settings, HABs are the only known natural cause for such repeated, multispecies accumulations. This proposed agent suggests that upwelling zones elsewhere in the world should preserve fossil marine vertebrate accumulations in similar modes and densities.


1 Comentário so far
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Parabéns Daniel!
Sim, – Dilúvio – por puro orgulho, arrogância e preconceito, é uma palavra proibida no meio científico, acadêmico. Está no index da lista negra deles…

Consideram politicamente e “cientificamente” incorreta devido às implicações religiosas, filosóficas e ideológicas “non gratas,“.

Porém, as pesquisas científicas cada vez mais mostram evidências factuais este FATO REAL que mudou profundamente nosso planeta!

Comentário por Cícero




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