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Nova pesquisa conclui que o universo é infinito
24/01/2014, 9:01 PM
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Nova pesquisa conclui que o universo é infinito

Uma grande pesquisa cosmológica, a “Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (BOSS) Collaboration”, anunciou os pré-resultados do seu estudo recentemente. Mesmo faltando coletar dados de 10% das galáxias que o programa pretende examinar, seus pesquisadores dizem que já é possível fazer certas análises e chegar a uma conclusão importantíssima: a de que o universo é provavelmente infinito no tempo e no espaço.

Essa descoberta veio a partir do registro do espectro luminoso de mais de um milhão de galáxias com desvio para o vermelho de 0,2 a 0,7, indo até 6 bilhões de anos no passado do universo.

Durante a análise dos dados coletados pelo BOSS, que fazem parte do Sloan Digital Sky Survey (SDSS-III), os astrofísicos liderados pelo professor de física e astronomia Martin White, do Berkeley Lab, notaram que o universo é “plano”, ou bem próximo disso. A “curvatura” do espaço-tempo é muito pequena.

O que eles estudaram foi a densidade da matéria, e descobriram que as galáxias se reúnem aproximadamente em “esferas” (bastante exageradas na imagem acima, feita por um artista), as “oscilações acústicas bariônicas” (BAO), que se formaram nos primórdios do universo, quando a densidade era maior.

Medindo o tamanho destas esferas, e comparando com o valor previsto pela teoria, os astrônomos foram capazes de determinar com uma precisão de 1% a que distância se encontram as galáxias.

Como comenta David Schlegel, “vinte anos atrás os astrônomos estavam discutindo sobre estimativas que diferiam em 50%. Cinco anos atrás, conseguimos refinar esta incerteza a 5%. Um ano atrás ela era 2%. 1% de precisão será o padrão por um longo tempo”.

Esse dado, combinado com as medições recentes da radiação cósmica de fundo, sugere que a energia escura é uma constante cosmológica cuja força não varia com o espaço ou o tempo.

Um universo “plano” implica que o mundo experimentou uma inflação prolongada, até um decilionésimo de segundo ou mais, logo após o Big Bang. E significa também que o universo provavelmente se estende para sempre, sem ter um fim, e também se prolongará para sempre no tempo. Em resumo, os dados são consistentes com um universo infinito.

A “curvatura” do universo é a primeira dica se ele é finito ou infinito. Um universo “plano” pode expandir sem parar, com paralelas nunca se tocando, e os ângulos internos de um triângulo somando exatamente 180°.

A pesquisa BOSS continuará até junho de 2014, embora o resultado da análise dos dados atuais já tenha sido publicado.

Hype Science

Referência

1. Lauren Anderson, Eric Aubourg, Stephen Bailey, Florian Beutler, Vaishali Bhardwaj, Michael Blanton, Adam S. Bolton, J. Brinkmann, Joel R. Brownstein, Angela Burden, Chia-Hsun Chuang, Antonio J. Cuesta, Kyle S. Dawson, Daniel J. Eisenstein, Stephanie Escoffier, James E. Gunn, Hong Guo, Shirley Ho, Klaus Honscheid, Cullan Howlett, David Kirkby, Robert H. Lupton, Marc Manera, Claudia Maraston, Cameron K. McBride, Olga Mena, Francesco Montesano, Robert C. Nichol, Sebastian E. Nuza, Matthew D. Olmstead, Nikhil Padmanabhan, Nathalie Palanque-Delabrouille, John Parejko, Will J. Percival, Patrick Petitjean, Francisco Prada, Adrian M. Price-Whelan, Beth Reid, Natalie A. Roe, Ashley J. Ross, Nicholas P. Ross, Cristiano G. Sabiu, Shun Saito, Lado Samushia, Ariel G. Sanchez, David J. Schlegel, Donald P. Schneider, et al. “The clustering of galaxies in the SDSS-III Baryon Oscillation Spectroscopic Survey: Baryon Acoustic Oscillations in the Data Release 10 and 11 galaxy samples” (Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, 2014)

ABSTRACT:

We present a one per cent measurement of the cosmic distance scale from the detections of the baryon acoustic oscillations in the clustering of galaxies from the Baryon Oscillation Spectroscopic Survey (BOSS), which is part of the Sloan Digital Sky Survey III (SDSS-III). Our results come from the Data Release 11 (DR11) sample, containing nearly one million galaxies and covering approximately 8500 square degrees and the redshift range 0.2<z<0.7. We also compare these results with those from the publicly released DR9 and DR10 samples. Assuming a concordance ΛCDM cosmological model, the DR11 sample covers a volume of 13Gpc3 and is the largest region of the Universe ever surveyed at this density. We measure the correlation function and power spectrum, including density-field reconstruction of the baryon acoustic oscillation (BAO) feature. The acoustic features are detected at a significance of over 7σ in both the correlation function and power spectrum. Fitting for the position of the acoustic features measures the distance relative to the sound horizon at the drag epoch, rd, which has a value of rd,fid=149.28Mpc in our fiducial cosmology. We find DV=(1264±25Mpc)(rd/rd,fid) at z=0.32 and DV=(2056±20Mpc)(rd/rd,fid) at z=0.57. At 1.0 per cent, this latter measure is the most precise distance constraint ever obtained from a galaxy survey. Separating the clustering along and transverse to the line-of-sight yields measurements at z=0.57 of DA=(1421±20Mpc)(rd/rd,fid) and H=(96.8±3.4km/s/Mpc)(rd,fid/rd). Our measurements of the distance scale are in good agreement with previous BAO measurements and with the predictions from cosmic microwave background data for a spatially flat cold dark matter model with a cosmological constant.


1 Comentário so far
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LOL!!
E qual a origem dos elementos constituintes do universo, para faze-lo infinito??!!🙂

Todo evento requer uma causa. Princípio da causalidade bem aceito pelos físicos.

Comentário por Cícero




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