Creation Science News


Fóssil de pé de hominídeo pode mudar estudo da evolução humana
06/04/2012, 7:51 PM
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Estudo mostra que ‘Australopithecus’ conviveu com outros hominídeos. Ossos foram encontrados na Etiópia.

O fóssil de um pé encontrado na Etiópia pode mudar concepção dos cientistas sobre as espécies que deram origem aos humanos modernos. Segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (28) pela revista científica “Nature”, estes ossos mostram que diferentes espécies de hominídeos evoluíram paralelamente.

Ossos encontrados na Etiópia, comparados à estrutura do pé de um gorila

Os pesquisadores não sabem ao certo a que espécie pertencem os dedos e parte do peito do pé analisados. No entanto, eles têm certeza de que não se trata do Australopithecus afarensis, espécie da “Lucy”, famosa ossada de hominídeo encontrada na década de 1970 — e esta é uma descoberta importante.

Até agora, os cientistas pensavam que o Australopithecus era a única espécie de hominídeo que viveu na região entre três milhões e quatro milhões de anos atrás. O fóssil analisado é de um animal que viveu há 3,4 milhões de anos, o que indica que estas duas espécies coexistiram.

Mesmo sendo uma parte pequena do corpo, o pé diz muito sobre a vida destes hominídeos. A estrutura lembra a do Ardipithecus ramidus, que viveu há 4,4 milhões de anos.

O dedo polegar se opõe aos demais – como em uma mão humana –, o que é um sinal de que eles eram adaptados a viver em árvores. O Australopithecus, por outro lado era bípede e tinha os dedos dos pés alinhados, como os humanos modernos.

Além do pé, os pesquisadores encontraram apenas alguns dentes, que não serviram para nenhuma conclusão científica. Estes achados foram feitas em 2009, e os paleontólogos seguem procurando por mais vestígios que possam esclarecer que espécie é esta.

Fonte: G1

Referência:

1. Yohannes Haile-Selassie, Beverly Z. Saylor, Alan Deino, Naomi E. Levin, Mulugeta Alene, Bruce M. Latimer “A new hominin foot from Ethiopia shows multiple Pliocene bipedal adaptations” (Nature, 2012; 483 (7391): 565 DOI: 10.1038/nature10922)

 


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