Creation Science News


Cientistas encontram mais antigo ‘berçário’ de dinossauros
04/02/2012, 5:08 AM
Filed under: :::::: PUBLICAÇÕES: A - Z ::::::

Ilustração artística do berçario

Uma escavação feita na África do Sul revelou um “berçário” de dinossauros com 190 milhões de anos. De acordo com os pesquisadores, o sítio recém-descoberto é cerca de 100 milhões de anos mais antigo do que seus equivalentes já conhecidos.

O local era usado como ninho por dinossauros massospondylus, herbívoros gigantes e de pescoço alongado que antecederam os saurópodes. A descoberta do berçário traz pistas significativas sobre a evolução do complexo comportamento reprodutivo dos dinossauros mais antigos.

Com base nas descobertas, que incluem fragmentos de ovos, muitos ainda com embriões, assim como pequenas pegadas de dinossauro, os cientistas, liderados por Robert Reisz, da Universidade de Toronto, afirmam ter as evidências mais antigas já registradas de que os filhotes permaneciam nesses ninhos tempo suficiente para pelo menos dobrar de tamanho.

Pelo menos dez ninhos foram encontrados em vários níveis nesse sítio, cada um com até 34 ovos.

A distribuição dos ninhos entre as camadas indica que os dinossauros mais antigos retornavam ao local repetidas vezes para colocar os ovos. Os animais também depositavam os ovos em grupo, criando espécies de “colônias” de ovos nos ninhos.

“Apesar de haver um extenso registro de fósseis de dinossauro, nós temos muito pouca informação desse tipo a respeito da biologia reprodutiva desses animais, especialmente dos primeiros dinossauros”, disse David Evans, do Royal Museum, de Ontário, no Canadá.

Os autores do trabalho, publicado na revista científica “PNAS” afirmam que pode haver muitos outros ninhos nas proximidades.

Fonte: Folha

Referência:

1. Robert R. Reisz, David C. Evans, Eric M. Roberts, Hans-Dieter Sues, Adam M. Yates “Oldest known dinosaurian nesting site and reproductive biology of the Early Jurassic sauropodomorph Massospondylus” (Proceedings of the National Academy of Sciences, 2012; DOI: 10.1073/pnas.1109385109)

 


Deixe um comentário so far
Deixe um comentário



Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: