Creation Science News


Planeta tem 8,7 milhões de espécies conhecidas, aponta levantamento
01/09/2011, 11:21 PM
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Contagem vale para seres com menbrana celular e exclui bactérias e vírus. Trabalho de dez anos foi feito pelo Censo da Vida Marinha.

O mundo possui 8,7 milhões de espécies vivas – com 6,5 milhões delas vivendo na terra e 2,2 milhões na água – segundo um levantamento divulgado nesta terça-feira. A contagem exclui animais procariontes – que possuem células sem membrana para cercar o núcleo, local onde se encontra os cromossomos – como bactérias e vírus. Os dados do “censo” foram foram publicados na revista de livre acesso PLoS Biology.

Mas o número está longe de ser definitivo. Os mesmos cientistas que fizeram a contagem acreditam que ainda existem 91% espécies aquáticas e 86% terrestres a serem descobertas, descritas e catalogadas. Há também uma “margem de erro” na contagem atual: podem existir 1,3 milhão de espécies a mais ou a menos.

Os dados foram reunidos pela equipe do Censo da Vida Marinha, responsável por divulgar em 2010 um mapa da distribuição das espécies em 25 áreas do mundo. Coordenados por Camilo Mora, cientista da Universidade do Havaí, os censores afirmam ter o número mais preciso já obtido por taxonomistas

Importância
Até então, a estimativa das espécies conhecidas na Terra era baseada na opinião de cientistas, o que tornava o número total de espécies um mero chute, já que as estimativas variavam de 3 milhões até 100 milhões de seres vivos.

Para a equipe de Camilo Mora, a humanidade se esforça para preservar os animais, mas não faz ideia exatamente sobre quantas espécies existem. “Se nós não soubéssemos – mesmo a ordem de grandeza (1 milhão, 10 milhões, 100 milhões) – dos habitantes de uma nação, como iríamos planejar o futuro de um país?”, explica o cientista.

A incerteza se reflete até mesmo em trabalhos minuciosos como da União Internacional para a Conservação da Natureza, que fez um trabalho para conhecer as espécies conhecidas e listar as ameaçadas.

Conhecida como Lista Vermelha, a relação indica a existência de 59.508 espécies monitoradas, 19.625 delas em perigo de extinção. Isso significa que apenas 1% dos seres vivos conhecidos recebe algum tipo de controle de uma das principais instituições do ramo.

O nome e a classificação de uma espécie ainda segue o esquema definido pelo taxonomista sueco Carolus Linnaeus (Carlos Lineu em português) há 253 anos (1758). A taxonomia de Lineu – com dois nomes em latim para descrever a espécie, escritos em itálico – serviu para identificar, até agora, 1,25 milhão de espécie. Dessas, um milhão são terrestres e 250 mil são aquáticas.

Outras 700 mil espécies já teriam sido descobertas, mas a descrição e a classificação ainda não chegaram aos bancos de dados principais no mundo.

Para resolver o problema usando as técnicas atuais, seriam necessários 300 mil taxonomistas, trabalhando durante 1,2 mil anos e gastando um total de US$ 364 bilhões. Mas o desenvolvimento de técnicas de pesquisa com o DNA dos animais já começou a reduzir os custos para identificar os seres vivos.

Camilo Mora destaca que o conhecimento das espécies é vital para entender os processos ecológicos e evolutivos e tentar garantir a sobrevivência da diversidade das espécies. Ele destaca que muitos seres vivos nascem, vivem, geram descendentes, morrem e são extintos sem que os humanos sequer os conheçam.

Veja como foi feita a divisão das espécies conhecidas do domínio Eucariota (animais com membrana nuclear):

– Animais: 7,7 milhões de espécies (953.434 descritas e catalogadas)
– Plantas: 298 mil espécies (215.644 descritas e catalogadas)
– Fungos: 611,000 espécies (43.271 descritas e catalogadas)
– Protozoários: 36.400 espécies (8.118 descritas e catalogadas)
– Cromistas: 27,500 espécies (13.033 descritas e catalogadas)

Fonte: G1

Referência:

1. Camilo Mora, Derek P. Tittensor, Sina Adl, Alastair G. B. Simpson, Boris Worm “How Many Species Are There on Earth and in the Ocean?” (PLoS Biology, August 23, 2011, 9(8): e1001127. doi:10.1371/journal.pbio.1001127)


7 Comentários so far
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Há quem diga que essas 8,7 milhões de espécies surgiram por “ACASO”, um acidente natural, por tropeços da natureza (mutações), através de seleção natural. Parece até uma piada! kkkk

Comentário por Antonio Silva

E que podera provar que vc realmente nao passe de uma mutacao.

Comentário por shigueo

As mutações, só acontecem em organismos formados, mas são raríssimas e tendem a desordem e caos, sendo destrutivas não desenvolvendo os organismos, por mais reações químicas que se fizessem, e quando acontecem, geram várias doenças e deformidades, além disso a estabilização dos genes impediriam grandes mutações.
Pergunte a qualquer médico ou geneticista.

Comentário por Cícero

Shigueo,

O problema esta em provar que uma mutação possa gerar novas informações genéticas (benéficas), pois até onde podemos presenciar são mutações maléficas.

Mutações são nada mais e nada menos que erros genéticos. As mutações são responsáveis por mais de 1200 doenças existente hoje, veja: http://www.advsaude.com.br/noticias.php?local=1&nid=767

Posso te assegurar que não há qualquer evidência na natureza de que mutações tenham criado uma nova espécie. Através de estudos genéticos, observações e experiências demonstram que as mutações benéficas aos organismos não passam de ficção cientifica.
.
“Life”, Enciclopédia Britânica, 2002: “A maioria das mutações, entretanto, acabam sendo eliminativas e frequentemente levam a algum enfraquecimento ou à morte do organismo [perca de informação]. Para ilustrar, é improvável que alguém possa melhorar o funcionamento de um relógio bem feito ao jogá-lo do alto de um edifício. O relógio pode até funcionar melhor, mas é muito improvável. Organismos são muito mais complexos do que o mais avançado relógio e qualquer mudança aleatória tem muito maior probabilidade de ser eliminativa.”

The peace of God

Comentário por Daniel F. Zordan (Creation Science News)

Realmente Maravilhosa a Criacao de Deus

Comentário por Douglas

Se Deus realmente criou tudo porque nao menciona os dinosauros na biblia .

Comentário por shigueo

Menciona:
Há uma visão deles na época de Jó. Em Jó 40:15 ali consta a palavra no original “behemoth” que significa “grande besta” mas não pode ser hipopótamo, elefante ou rinoceronte pois estes bichos não tem a cauda grossa e endurece como o cedro do Líbano como consta a seguir no verso 17. “Leviatã” também em Jó seria outro termo para os dinos. Há também descrições deles em Isaías e Gênesis.

A palavra dinossauro só foi criada em 1841 bem depois da bíblia estar escrita, assim como a palavra gato não consta na bíblia, mas alguém duvida que gatos existiam desde os tempos antigos?

Comentário por Cícero




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