Creation Science News


Cálculos podem ter superestimado as taxas de extinção, sugere estudo
21/05/2011, 5:09 PM
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Uma investigação publicada na revista Nature revela que o método mais comum de cálculo das taxas de extinção tem uma falha que conduz a resultados 83-165% mais elevados do que a realidade que, no entanto, não coloca em causa o fato de estarmos a atravessar um período com taxas de extinção muito elevadas.

Foi publicado na revista Nature um estudo que coloca em causa as estimativas de taxas de extinção que são atualmente consideradas como referência ao detectar, no método de cálculo, um erro que conduz à sobrestimação.

O cálculo das taxas de extinção é feito por estimação com base na área de habitat que é destruída e a curva de relação entre o tamanho da área e o número que nela ocorrem, que é característica de cada ecossistema.

Deste modo, a taxa de extinção é estimada com base na área que foi necessário explorar para identificar a presença de cada espécie. Agora, uma equipe formada por um cientista da Universidade da Califórnia e outro da Universidade de Sun Yat-sem vem alertar que este procedimento não é correto.

Segundo Stephen Hubbell e Fangliang He o parâmetro que deve ser utilizado para calcular as taxas de extinção é a área total ocupada por uma espécie que, ao ser destruída, resulta no seu desaparecimento.

Os dois investigadores criaram um novo modelo para o cálculo das taxas de extinção com base neste parâmetro e fizeram simulações de perda de diferentes áreas de habitat. Comparando com os resultados obtidos pelo método clássico verifica-se que este conduz a valores 83-165% mais elevados do que aqueles que seriam os valores reais.

Apesar do erro de cálculo os investigadores reconhecem que os valores reais de taxas de extinção não deixam de ser muito elevados indiciando que estamos a atravessar uma crise de extinções.

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Referências:

1. “Calculations may have overestimated extinction rates” (New Scientist, 18 May 2011)

2. Fangliang He & Stephen P. Hubbell “Species–area relationships always overestimate extinction rates from habitat loss” (Nature, 473, 368–371, 19 May 2011, DOI:10.1038/nature09985)


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