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Vaticano critica entrega do Nobel para pioneiro dos bebês de proveta
04/10/2010, 11:27 PM
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“Considero que selecionar Robert Edwards foi algo completamente fora de lugar”, declarou o religioso espanhol à imprensa italiana

Robert Edwards, britânico laureado com o Nobel de Medicina em 2010. (Foto: AP Photo / Matt Dunham)

“Sem Edwards não existiriam congeladores em todo o mundo cheios de embriões que, no melhor dos casos, vão ser trasladados para úteros, mas que provavelmente serão abandonados ou morrerão. Desse problema é responsável o recém-premiado com o Nobel” Monsenhor Carrasco de Paula

O presidente da Pontifícia Academia para a Vida, monsenhor Ignacio Carrasco de Paula, criticou como “fora de lugar” a concessão do Prêmio Nobel de Medicina 2010 ao pioneiro da fecundação in vitro, o britânico Robert Edwards.

“Considero que selecionar Robert Edwards foi algo completamente fora de lugar”, declarou o religioso espanhol à imprensa italiana.

“Sem Edwards não existiriam congeladores em todo o mundo cheios de embriões que, no melhor dos casos, vão ser trasladados para úteros, mas que provavelmente serão abandonados ou morrerão. Desse problema é responsável o recém-premiado com o Nobel”, acusou Carrasco de Paula.

O religioso, designado em junho passado para dirigir a instituição do Vaticano encarregada dos problemas de biomedicina e da defesa da vida, considera que Edwards é também responsável pelo mercado mundial de gametas femininos (óvulos).

O Vaticano considera “moralmente ilícita” a fecundação em proveta e a eliminação voluntária de embriões que ela comporta.

Carrasco de Paula reconhece, de qualquer maneira, o valor científico de Edwards, que “inaugurou um novo e importante capítulo da reprodução humana, cujos resultados são evidentes a todos”, escreveu ainda.

Para o presidente da entidade pontifícia, as descobertas de Edwards suscitam “perplexidade”.

“Edwards inaugurou uma casa, mas abriu a porta equivocada”, afirma o eclesiástico, que acredita que os tratamentos aplicados pelo Prêmio Nobel “não modificaram minimamente o quadro patológico ou epidemiológico da esterilidade”.

Fonte: AFP


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