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Misteriosa construção das pirâmides desvendada
30/09/2010, 6:03 AM
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Arquiteto norueguês publica estudo sobre estrutura das antigas edificações

Ole J. Bryn analisou a grande Pirâmide de Khufu.

Durante milhares de anos, vários investigadores tentaram compreender como é que os egípcios conseguiram edificar as gigantes pirâmides. Agora, um arquiteto e investigador da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (UTNU), diz ter a resposta para este misterioso e antigo puzzle.

Os cientistas têm estado demasiado preocupados com a questão do peso das pedras que se esqueceram de pensar num problema maior: como é que os egípcios sabiam exatamente onde colocar os enormes e pesados blocos? E como conseguia o grande ‘arquiteto’ da obra comunicar detalhadamente os seus planos para um grupo de milhares de homens iletrados?

Este foi o ponto de partida para Ole J. Bryn começar a examinar a grande Pirâmide de Khufu, em Giza. Mais conhecida como Pirâmide de Cheops, a edificação consiste em 2,3 milhões de blocos de calcário que pesam pelo menos sete milhões de toneladas. Com 146, 6 metros de altura, manteve o record de estrutura mais alta, jamais edificada, durante quatro mil anos.

Bryn acreditava que os egípcios inventaram a moderna construção, separando o sistema que mede a estrutura do próprio edifício físico se, assim introduzindo ‘tolerância’, como é chamado pela engenharia de hoje e profissionais da arquitetura.

O investigador estudou planos das trinta pirâmides mais antigas do Egito, e descobriu o sistema de precisão que tornou possível alcançar o ponto mais alto da pirâmide, com um impressionante grau de exatidão. Ao explorar e fazer um plano da construção é possível preparar documentação moderna do projeto e não só uma, mas de todas as pirâmides de qualquer período.

Investigador estudou planos das trinta pirâmides mais antigas do Egipto.

Novo mapa para arqueólogos

A partir do momento que o arquiteto sabe as dimensões da estrutura, pode projetar o edifício tal como o faria com uma construção moderna, mas com métodos e medidas conhecidas durante o antigo Egito, segundo adianta o arquiteto nos seus estudos.

Num artigo publicado no Nordic Journal of Architectural Research, Bryn aborda aspectos de estrutura que podem explicar uma vasta quantidade de pirâmides egípcias, não se referindo ao edifício físico em si, como o ponto de partida para a análise. Se os princípios que estão por detrás dos desenhos de Bryn estiverem corretos, os arqueólogos terão um novo ‘mapa’ para demonstrar que as pirâmides não são “um monte de pedras pesadas sem uma estrutura precisa”.

Os dados de Ole J. Bryn são apresentados e explicados na exposição «The Apex Point in Trondheim» (O culminar do ponto em Trondheim), na Noruega, durante a próxima semana e serão publicados em livro, cujo lançamento está previsto para a primavera de 2011.

Matéria completa (Inglês) CLIQUE AQUI
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Referência: Ciência Hoje

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