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O T. Rex era mesmo o rei dos lagartos, ou apenas uma grande galinha carnívora?
10/07/2010, 6:40 PM
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Pesquisadores analisam proteína de um osso de dinossauro de 68 milhões de anos; técnicas usadas podem ser úteis para o estudo do câncer

Cientistas extraíram o colágeno duro e fibroso do fêmur de um Tyrannosaurus rex de 68 milhões de anos, descartando a velha crença de que fósseis antigos não podiam fornecer amostras de proteínas para análise. O colágeno foi descoberto em um fêmur desenterrado há quadro anos em um despenhadeiro na Formação Hell Creek, no noroeste dos Estados Unidos.

Com base na degeneração celular e degradação de proteínas em organismos modernos, estudos previam que a proteína de ossos fossilizados teria uma vida útil para estudo de pouco mais de um milhão de anos. Realmente até hoje não se havia recuperado proteínas ou DNA de ossos de organismos com mais de 100 mil anos de idade, até a extração bem sucedida dos peptídeos de colágeno (fragmentos de proteínas compostos por vários aminoácidos) dos ossos do dinossauro.

Nos estudos publicados no último número da revista Science, a equipe de pesquisadores revelou que a análise química dos peptídeos do T. rex sugere que o rei dos lagartos é muito similar a uma galinha dos dias de hoje. Apesar dessa não ser a linhagem que se esperava de um dinossauro tão poderoso e assustador, a sofisticada metodologia utilizada para essa descoberta surpreendente pode ajudar os cientistas a compreender o câncer que se espalha por metás¬tase nos ossos.

“Os dados do trabalho sustentam a hipótese de que a proteína original pode ser preservada, mas em níveis tão baixos que mal pode ser detectada”, diz Schweitzer. “Já se sabia há muito tempo que os dinossauros exibiam uma preservação microestrutural maravilhosa; e esse fato nos permitiu fazer uma comparação direta entre os dinossauros e as espécies de hoje.”

Schweitzer trabalhou em conjunto com John Asara, da Harvard Medical School, que já havia seqüenciado fragmentos de peptídeos de colágeno de em amostras de ossos de mamute enviados, com 100 mil a 300 mil anos de idade. No estudo atual, Asara usou uma combinação de microcromatografia e cromatografia líquida para purificar e separar componentes das proteínas, cerca de 10 a 20 aminoácidos do “material marrom e granuloso” do dinossauro. Então, as amostras purificadas foram para um espectômetro iônico de massa, que mede as massas dos peptídeos e então fragmenta e isola as seqüências de aminoácidos que os compõem.

“Tivemos sucesso ao purificar uma quantidade de peptídeos para superar o limiar do espectômetro de massa e revelar as seqüências”, diz Asara, completando que esse espécime de T. Rex forneceu sete seqüências – pouquíssimas se comparadas às mais de 70 seqüências de aminoácidos separados de uma amostra de um mastodonte de 600 mil anos, que analisou ao mesmo tempo. “Ao olhar para esses conjuntos de seqüências, encontramos uma maior similaridade do T-rex com a galinha, o que deve endossar os estudos que afirmam que os pássaros evoluíram a partir dos dinossauros ou que pelo menos são intimamente relacionados”.

Das sete seqüências, três se identificaram com peptídeos de colágeno obtidos em galinhas, outra se equiparou à de um sapo e outra ainda à seqüência de uma salamandra; as outras duas corresponderam a vários organismos, incluindo galinhas e salamandras. A similaridade entre dinosauros e galinhas pode não ser conclusiva uma vez que ainda há análises de proteínas ou de genoma de outros répteis como crocodilos e jacarés.

“mas provamos que a hipótese de que a proteína não poderia sobreviver mais de um milhão de anos é obviamente falsa”, afirma Asara.

Schweitzer diz que agora que a equipe demonstrou que amostras moleculares podem ser extraídas de fósseis, mais uma porta se abre para outros estudos, como o esclarecimento das relações entre espécies extintas e animais modernos. “Os cientistas também podem aprender mais sobre as mudanças moleculares e o ritmo e sentido da evolução molecular”, afirma.

Para Lewis Cantley, da Harvard Medical School, as técnicas usadas por Asara também podem ajudar os pesquisadores a aprender mais sobre o processo de crescimento dos tumores que se realizam a metástase, como os cânceres de próstata e ossos. “Poderíamos fazer uma biópsia do osso do paciente com câncer de próstata e, a partir de uma quantidade mínima de material, seqüenciar proteínas pouco abundantes, como as oncoproteínas – que estimulam o tumor – e até mesmo identificar a seqüência protéica que nos dirá por que a pessoa desenvolveu a doença.”, diz.

Fonte: Scientific American

Referência:

1. Mary Higby Schweitzer, Zhiyong Suo, Recep Avci, John M. Asara, Mark A. Allen, Fernando Teran Arce, and John R. Horner “Analyses of Soft Tissue from Tyrannosaurus rex Suggest the Presence of Protein” (Science, 13 April 2007: Vol. 316 no. 5822 pp. 277-280, DOI: 10.1126/science.1138709)

 

Veja também: “Extraído proteínas de ossos de mamute de 600 mil anos” (“Protein from Bones of 600,000-Year-Old Mammoth Extracted Successfully” – ScienceDaily, June 4, 2011)


1 Comentário so far
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eu acho que o t-rex era uma galinha carnivora misturado com o rei dos largato

Comentário por jackson wallis




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